terça-feira, 2 de março de 2010

Centralização e descentralização de servidores

A virtualização é uma solução utilizada pela mudança do comportamento organizacional e pela evolução tecnológica que se teve ao longo do tempo. Se analisarmos especificamente a infraestrutura de tecnologia de um tempo atrás, perceberemos que muitas empresas preferiram trabalhar esta infraestrutura sob um aspecto de descentralização. Ou seja, era mais viável que cada aplicação tivesse seu ambiente operacional próprio, processada e desenvolvida em seu hardware físico subjacente, gerando maior segurança e estabilidade.




Com a popularização do Windows cada vez mais leve, com a comoditização de hardware e com plataformas distribuídas, a promessa de que muitos esperavam atingir incluindo melhor retorno sobre os ativos e um menor custo total de propriedade (TCO) se tornou falha.
No lado positivo, as empresas foram capazes de controlar melhor seus custos de ativos fixos, e suas aplicações foram dadas a sua própria máquina física. A descentralização ajudou com a manutenção contínua de cada aplicação, uma vez que os patches e as atualizações podem ser aplicados sem interferir com outros sistemas de execução. Pela mesma razão, a descentralização melhora a segurança desde um sistema comprometido esteja isolado de outros sistemas na rede. Como os processos de TI tornaram-se mais refinados e criados através de mecanismos de governança em muitos empresas, o ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC) impôs uma estrutura rígida sobre o desenvolvimento de um software produto, definindo não só as fases de desenvolvimento (como o levantamento de requisitos, arquitetura de software e design, testes, implementação e manutenção), mas regras que orientam o processo de desenvolvimento através de cada fase.

No entanto, o crescimento desordenado dos servidores se intensificou, e várias aplicações passaram a funcionar em uma infraestrutura ao mesmo tempo, sendo que algumas com baixo nível de processamento, gerando maior consumo de energia (por existirem mais servidores físicos) e complexidade no gerenciamento da infraestrutura, incluindo manutenção e reajuste destes equipamentos. Além da sobrecarga de manutenção, a descentralização, diminuiu a eficiência de cada máquina, deixando o média de servidor 85-90 por cento do tempo ocioso.



Sendo assim, a centralização de servidores com a criação de máquinas virtuais e com a utilização de vários aplicativos funcionando de forma centralizada em um servidor surgiu como alternativa para reduzir a complexidade do gerenciamento de infraestrutura, além de melhorar o desempenho no uso dos servidores físicos, e garantindo melhor retorno ao negócio. Com isso, a organização consegue mensurar de forma mais clara os gastos com infraestrutura e priorizar os investimentos em seu centro de processamento e na gestão de TI como um todo.


Referência:

HOOPES, John. Virtualization for security : including sandboxing, disaster recovery, high availability. Burlington: Syngress Publishing, 2009.

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